Diogo Leite Sampaio é natural do Rio de Janeiro e reside em Cuiabá, Mato Grosso. É casado com Claudia e tem duas filhas, Luiza e Beatriz.

Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro e fez sua graduação em medicina na Faculdade Souza Marques. Elegeu a anestesiologia como especialidade, com residência feita no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, e também possui Título de Especialista da AMB/SBA.

Ingressou no movimento do associativismo médico na Amererj (Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro), que presidiu entre 2004 e 2005. Logo a seguir, em 2005/2006, também presidiu a Associação Nacional de Residência Médica (ANMR).

 

 

Em Cuiabá é diretor clínico do Hospital Beneficente Santa Helena e diretor do Hospital de Câncer de Mato Grosso, onde foi responsável pela implantação do programa de residência médica em anestesiologia e hoje é o coordenador do Programa de Residência Médica em Anestesiologia.

 

Vice-presidente da AMB desde 2017, entre 2014 e 2017 ocupou o cargo de diretor de Comunicação. Durante esse período participou das principais grandes lutas da entidade, sumarizadas a seguir.

Contra o programa Mais Médicos, em que a AMB entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF, pois o programa previa a atuação de médicos estrangeiros sem revalidação de diplomas, sem CRM e sem proficiência no idioma, denunciou o trabalho análogo à escravidão dos cubanos e os recursos enviados à Cuba; forneceu auxílio jurídico para os médicos com CRM no Brasil que não conseguiram se cadastrar para o programa; denunciou problemas no sistema de cadastro que impediam médicos brasileiros de finalizarem sua intenção de participar do programa.

 

Da revogação do Decreto nº 8.497, de 4 de agosto de 2015, que iria interferir na formação dos médicos especialistas, substituído pelo Decreto nº 8.516, também de 2015. Para lograr êxito a AMB reuniu-se com as demais entidades médicas nacionais; apresentou propostas a parlamentares; denunciou à imprensa; convocou os representantes das Sociedades de Especialidade para mobilização no Congresso Nacional.

 


Na abertura desenfreada de novas escolas de medicina, iniciada nos governos do PT, muitas sem condições de formação dos profissionais, a AMB denunciou em diversas instâncias, no Executivo, no Legislativo e na imprensa, e finalmente conquistou a moratória para abertura de novas escolas, em 2018; a participação da entidade no Grupo de Trabalho para realizar a reorientação da formação médica no Brasil, definindo os critérios de abertura de novas escolas e de escolha dos municípios, bem como para a avaliação dos atuais cursos.

 

A AMB, tendo Diogo como coordenador da ação, desmascarou a corrupção na revalidação de diplomas médicos no Brasil e a indústria da formação médica nos países além da fronteira do País, com muitas escolas sem qualquer condição para a formação médica: iniciou com investigações desde o final de 2018, visitou  escolas e encontrou beneficiados pelos processos escusos dispostos a  falar, analisou editais de revalidação; a partir de maio de 2019 iniciou  denúncias à imprensa, ao Ministério da Educação, à Presidência da República, ao Itamaraty, à Controladoria Geral da União, à Procuradoria-Geral da República e aos congressistas. Judicial e criminalmente, a ponta do iceberg começou a aparecer na Operação Vagatomia da Polícia Federal.

 

Quando o Revalida entrou em pauta no Congresso a AMB trabalhou incansavelmente, com os presidentes das Federadas e Sociedades de Especialidade para esclarecer sobre os prejuízos à saúde da população de fosse aplicado um Revalida Light.  Apesar dos esforços, num primeiro momento o projeto de lei foi aprovado, permitindo que faculdades particulares, algumas envolvidas em máfias de revalidação de diplomas, pudessem aplicar o exame. Diante dessa dificuldade, a AMB foi ao presidente da República, solicitando que vetasse os artigos que continham esta permissão, no que foi atendida. No retorno ao Congresso novo trabalho de esclarecimento foi feito e conquistou a vitória para a medicina brasileira: Revalida somente nas escolas públicas.

 

Como um dos membros da AMB na Comissão Nacional de Residência Médica, desde 2005, atuou para a publicação das Matrizes de Competências dos Programas de Residência Médica de 23 especialidades, o que ocorreu em 2018.

 

 

Mais recentemente nesse período de pandemia, a entidade definiu as Diretrizes AMB Covid-19; antecipou os artigos da revista científica da entidade em formato de Boletins, praticamente diários; propiciou ambiente para serem feitas denúncias de falta de EPIs  e além de denunciar na imprensa, entrega regularmente o resultado deste trabalho ao Ministério da Saúde, Ministério Público do Trabalho e Secretarias Estaduais de Saúde, para as investigações e providências para que essas necessidades sejam atendidas. Do dia 19 de março até 22 de junho foram recebidas 3.786 denúncias. Além disso, a AMB negocia parcerias para levar EPIs para a unidades de saúde no País. Uma das parcerias já propiciou o envio de 25 mil face shield para diversas Unidades da Federação.

 

Buscando maior aperfeiçoamento na profissão e em sua atuação no associativismo, Diogo já realizou o curso de liderança WMA Leaidership Program em 2016 na Mayo Clinic, Jacksonville Flórida; o WMA Caring Physicians of the World Medical Leadership, Communications and Advocacy Course 2016, e realiza atualmente, na PUC-RS, MBA em Gestão, Inovação e Serviços em Saúde e Certificação Profissional  em Gestão, Liderança e Tecnologia,  o que lhe permite uma visão estratégica singular para atingir os objetivos dos médicos, da medicina e para a saúde da população.

 

Desde 2005 é membro da Comissão Nacional de Residência Médica. É presidente da Sociedade Matogrossense de Anestesiologia (Soma), cargo que ocupou também em 2013 e em 2015. Também é membro do Conselho Superior da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

No âmbito internacional, Diogo é membro do Comitê de Assuntos Médicos Sociais e Comitê de Ética Médica da World Medical Association (desde 2015) e foi membro da Comissão Fiscal da Confederação Médica Ibero-Latino-Americana e do Caribe (Confemel).

Diogo - Juntos, podemos mais!